segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Reunião 01/09/2007 - Resumo - Atualizado

Como ficou combinado em nosso último encontro estudaríamos o tópico II, mas por este tratar apenas de conceitos Kantianos de algumas palavras, avançamos para o III. Entretanto retornaremos ao II quando precisarmos do conceito de alguma palavra segundo a idéia Kantiana.

III - Conceitos preliminares da metafísica dos costumes (Philosophia practica universalis)

Kant faz nesse capítulo um breve resumo das idéias mais importantes, que serão tratadas por ele ao longo de sua obra.

O conceito de liberdade segundo ele é racional e puro, não se relaciona com nada empírico. Kant enfatiza a idéia mencionada por ele anteriormente: Estruturas necessárias para que algo seja, o homem pressupõe o conceito de liberdade. Como é derivado da razão pura ele não pode ser conhecido pela filosofia teórica, mas, pela filosofia prática.

Como já mencionado por Kant no início de sua obra, O conhecimento só é possível através da experiência, ou seja, o homem tem suas categorias que são preenchidas através da experiência, possibilitando o conhecimento.

Não existe experiência de liberdade. Só no âmbito do agir, do dever ser moral, é que podemos colocar um parâmetro que não está relacionado a algo empírico. O agir moral de Kant parte de uma universalização.

A lei moral é baseada na razão incondicional (Não se faz determinada coisa esperando um resultado).

Estamos a todo tempo nos relacionando com o mundo sensível, estando portanto, sujeitos a sermos levados e domados por ele.Por esta razão, Kant diz que, as leis morais são imperativos categóricos incondicionais. Por outro lado temos também os imperativos hipotéticos, que não são leis morais, mas é um agir condicional ou estratégico.

Imperativo é algo que nos lança um dever. Para os santos por exemplo não há imperativo, pois o seu agir não é condicionado.

A questão da internalidade do agir não é do âmbito da doutrina do direito, mas da doutrina dos costumes, é algo próprio da moral. A doutrina do direito é incapaz de atuar no aspecto interno.

O agir é meramente racional pautado na obrigação pela própria obrigação, sem qualquer finalidade externa, ou seja agimos moralmente baseados em nossa liberdade, não em princípios empíricos, mas unicamente em um dever pelo dever. Ex..: devo ser solidário, não para garantir um lugar no céu, mas por o homem ser universalmente solidário

Existem ações que são morais, e outras que não comporta julgamentos morais.Um feito (não em sentido de conclusão mas de acontecimento), uma ação moral é aquela baseada em imperativos categóricos.

Obrigação é a necessidade de uma ação livre sob um imperativo categórico da razão.

A idéia será concluída no próximo encontro. Paramos na pág. 67.


Resumo feito por Wagner

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